Sob pressão, as pessoas funcionam melhor ou pior?
(Por Karin Sato)
Existem pessoas que trabalham melhor sob pressão. Mas é uma minoria. Quem garante é Flavia Garbo, gerente de Desenvolvimento Organizacional da Luandre - Soluções em Recursos Humanos.
"Acredito que é preciso separar a pressão das ações de incentivo. Por exemplo, ações como a do "funcionário do mês" são motivacionais e em nada se comparam com o terrorismo exercido por alguns gestores, que ficam infernizando a vida do funcionário e cobrando metas inatingÃveis", explica.
"Alguma pressão é necessária, uma vez que o ser humano tem a tendência de se acomodar. Existe aà uma zona de conforto, na qual as pessoas acabam se apoiando", acrescenta.
Pressão boa ou ruim?
Segundo a especialista, um dos pontos que determina o comportamento opressor do lÃder é a meta. "Para motivar, a meta deve ser atingÃvel e desafiadora. Quando é inatingÃvel, ocorre uma pressão que é desnecessária".
A maneira de se comunicar também indica se o gestor já passou dos limites. Gritar, ameaçar de demissão e humilhar já indicam assédio moral.
Consequências da pressão
Essa pressão desnecessária, na maioria das pessoas, causa estresse e esgotamento. "O efeito é o oposto do esperado. Se a pressão é por prazo, a empresa perde em qualidade. Se é por qualidade, pode perder em prazo", afirma.
Quando um profissional passa muito tempo sob pressão, sua produtividade cai vertiginosamente, de acordo com Flavia. "Justamente para combater o estresse, muitas empresas contam com programas de qualidade de vida para seus funcionários".
Ela lembra que alguns profissionais estressados chegam a desenvolver problemas de saúde, como gastrite, dor de cabeça e insônia. "Como resultado, o nÃvel de absenteÃsmo (ausência no trabalho) aumenta".
A gerente de Desenvolvimento Organizacional alerta ainda que o profissional pode vir a sofrer a chamada SÃndrome do Burnout, termo que, em inglês, significa "acabar-se em chamas". Trata-se de um desgaste provocado pelo trabalho, que causa profundo sentimento de exaustão, frustração e raiva.
Fonte: Revista INcoporativa


