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10-12-2008

O conhecimento utilizado de forma estratégica

Cesar Braga (*)

A competitividade é hoje um dos grandes imperativos de sobrevivência das empresas perante a globalização econômica, onde organizações de todos os portes disputam terreno com as grandes corporações em um contexto onde as ações e soluções não encontram fronteiras, sendo adotadas de acordo com a sua conveniência e eficácia. É nesse mercado de alta performance, interconectado e saturado com informações, que a tecnologia e o capital intelectual das empresas colocam–se como peças fundamentais de diferenciação para um bom desempenho.

É flagrante a relação da tecnologia disponível com os rápidos avanços percebidos no mundo dos negócios, como grandes saltos de produtividade e qualidade de produtos e serviços. As marcas, produtos, a qualidade dos serviços e a imagem de uma empresa, são usualmente considerados como importantes ativos e desenvolveram-se exponencialmente a partir do uso crescente de tecnologias. No mesmo sentido, a gestão do capital intelectual dentro das organizações nunca foi tão fundamental para os negócios como agora.

Na contramão, impressiona o fato de que, ainda hoje, quando o uso da internet incorpora-se, cada vez mais, no cotidiano, determinados setores da atividade econômica resistam às mudanças estabelecidas pelo uso crescente da tecnologia. É esse o caso do treinamento de pessoas, realizado ainda de forma antiquada e pouco eficiente em algumas empresas. Mesmo nas grandes organizações, o processo de aprendizagem aplicado hoje no Brasil, de uma forma geral, carece de atrativos e resultados. Entre as dificuldades, falta motivação e integração por parte do aluno, além de representar um elevado custo em comparação ao pouco retorno que garante.

O caso é o mesmo para grande parte dos treinamentos presenciais realizados dentro ou fora das empresas, que consomem horas de trabalho e muito investimento. São cursos elaborados de forma genérica que, por vezes,, se relacionam minimamente com o negócio da organização, oferecendo uma forma pouco profícua de avaliar a aplicação do conhecimento adquirido, bem como o desempenho do aluno durante o curso.

A questão do custo, ainda que um fator de grande peso nas escolhas feitas pelos gestores de empresas, não é a única variável que deve ser avaliada quando o assunto é o desenvolvimento de pessoas. A qualidade e a produtividade são essenciais nesse caso. Os administradores, geralmente preocupados com os fatos, tendem a dar uma maior importância aos dados visíveis e tangíveis, contabilizados e retratados nos relatórios financeiros, por exemplo. Esse é o motivo pelo qual acabam, muitas vezes, enxergando com dificuldade os custos indiretos e, sobretudo, o que deixaram de ganhar.

Frente a essa necessidade, entra em cena o conceito de Conhecimento Competitivo, que determina quais informações podem ser transformadas em Educação Produtiva, indo ao encontro das demandas específicas de cada organização. É por meio da utilização do Conhecimento Competitivo que são gerados resultados mensuráveis e que promovem a rentabilidade e a valorização das pessoas.

Uma vez que o principal pressuposto da educação, o Conhecimento, é um bem intangível, esse pode ser potencializado em sua absorção utilizando os benefícios da tecnologia na sua aplicação e transferência. A tecnologia disponível hoje (simuladores situacionais, por exemplo) pode ser utilizada como alavanca, estimulando o aluno, aumentando a interatividade e conferindo caráter dinâmico ao curso.

Os benefícios inerentes ao e-learning constituem um imperativo na condução do Conhecimento Competitivo. Entre seus elementos fundamentais estão a flexibilidade física e temporal, a agilidade, a redução de despesas, a abrangência e o alcance, o acesso facilitado e a menor interferência na rotina de trabalho.

A educação para ser efetiva deve, antes de tudo, ser um processo orientado e ativo na busca da informação e do conhecimento. Da mesma forma, o negócio somente poderá prosperar no mercado se ele possuir conhecimento convertido em bom desempenho de forma clara e inequívoca. É nessa busca que a tecnologia educacional torna-se aliada, garantindo e facilitando os três pressupostos do Conhecimento Competitivo: seletividade (quais informações), correlação (conhecimento x produção) e custo-benefício (produzir mais recursos do que se recebe).

(*) Cesar Braga, diretor de Estratégia da Gestum Conhecimento Competitivo

Fundador da empresa Gestum Conhecimento Competitivo, especializada em tecnologia educacional, Cesar Braga é formado em Tecnologia da Informação pela Universidade Católica de Pelotas e pós-graduado em Análise de Sistemas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Atuou em grandes empresas como a RCM Brasil e Citibank, em Lisboa. Foi professor universitário durante três anos e é ex-VP financeiro da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (ABRAGAMES).

Na Gestum Conhecimento Competitivo, Braga desenvolve seu trabalho focado na área de estratégia. Atualmente, a empresa está entre os cinco maiores players do segmento no Brasil, atendendo clientes em todo o País em diversos setores. Seu modelo de negócio utiliza a otimização dos processos de desenvolvimento de pessoas por meio da aplicação de tecnologia educacional nos projetos de educação e treinamento das organizações.



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